terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Alma de Mãe


Poesia selecionada no Concurso de Poesias
Cassiano Ricardo Univap 2010:


Tenho dois corações

Batendo em mim, existentes

Um, em meu peito,

Outro, em meu ventre

Um em formação,

O outro experiente

De muitas emoções vividas

Mas de todas, sobrevivente.

Um, já calejado, vivido

E outro, um tanto eloqüente

A espera do momento oportuno

Em que nutrirá outro ente

Vindo de uma alma de mãe

Germinando de uma semente

Um pedaço especial de mim

Que trago ao mundo como presente

Uma entrega especial à vida

Celebrando toda uma existência.


Karina Aldrighis

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Máscaras




A máscara caiu,
Diante de todos
Como um rosto
Que se derrete como
Neve com o calor do Sol.

As inverdades aparecem
Surgem, como uma
Centelha que incendeia
A mata, como o joio
Que não pode se separar
Do trigo, já dizia a Parábola.

Os corações mentem
Querem lhe enganar
Como vendedor ambulante
Que lhe oferece jóias,
Sendo estas bijuterias.

Nada camufla, nada se esconde,
Nada se ofusca por muito tempo,

As inverdades aparecem,

As mascaras caem...

Karina Aldrighis

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Roda da Vida



A Roda da Vida não pára de girar...

O tempo urge!

Temos que tirar o maior proveito

Da vida,

Dos bons momentos,

Dos amigos...

Porque essa roda não gira para trás...

O que passou, passou.

O vento levou...

Karina Aldrighis

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Romantica que sou...



Dizem que sou uma mulher romântica

Iludo-me com a vida, erro nas escolhas...

O que dizer, se a vida me fez assim?

Queixar-me com Deus?

Ir contra a minha essência, minha natureza?

Na verdade não vejo problemas nisso...

Sinto-me viva, renovada, leve

Cada vez que vivo o meu romantismo...

Por que levar a vida tão a sério?

Por que levar a vida tão a risca?

Por que me conformar com a agrura realidade

Da vida?
O romantismo torna tudo mais doce,

Mais envolvente, mais atrativo...

Sem pecar pelo excesso, claro!

Tudo com a devida proporção:
sem exageros, sem minguas...

Se a vida me der uma rasteira

E eu cair, fazer o que...

Levanto-me e sigo o meu caminho,

Sigo o fluxo.


Karina Aldrighis

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sobre conchas...


Me prendo a você como se fosses a última concha da praia...

O que me esqueço é que a onda vem e carrega tudo de volta ao fundo mar...

Porque nada te prende...

E nada pode te prender...

Karina Aldrighis

domingo, 9 de outubro de 2011

Quadra do Amor:



Amar, amar, amar...

Já conjuguei tantas vezes este verbo;

Amor, amar, amor...

Quando se materializará por completo?



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Reconstruindo...


"Às vezes é necessário desconstruir para podermos reconstruir uma vida sob novas perspectivas."
Karina Aldrighis

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Alçar vôos mais altos...



“Prefiro morrer tentando, me arriscando a nunca conseguir,

Do que permanecer em uma situação cômoda e simplesmente desistir.”


Karina Aldrighis

domingo, 2 de outubro de 2011

Amar:



Fechei os olhos para não te ver

E a minha boca para não dizer...

E dos meus olhos fechados desceram lagrimas que não enxuguei,

E da minha boca fechada nasceram sussuros

E palavras mudas que te dediquei...


O amor é quando a gente mora um no outro.


Mario Quintana

sábado, 1 de outubro de 2011

Mendiga


Na vida nada tenho e nada sou;

Eu ando a mendigar pelas estradas...

No silencio das noites estreladas

Caminho, sem saber para onde vou!


Tinha o manto do sol... quem mo roubou?!

Quem pisou minhas rosas desfolhadas?!

Quem foi que sobre as ondas revoltadas

A minha taça de oiro espedaçou?


Agora vou andando e mendigando,

Sem que um olhar dos mundos infinitos

Veja passar o verme, rastejando...


Ah, quem me dera ser como os chacais

Uivando os brados, rouquejando os gritos

Na solidão dos ermos matagais!...


Florbela Espanca